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Publicado em: 12 de fevereiro de 2026 | Atualizado em: 12 de fevereiro de 2026
Quando pensamos em um sorriso bonito, é comum concentrarmos toda a atenção nos dentes. Entretanto, a gengiva também exerce um papel importante na harmonia do sorriso. Em alguns casos, ela aparece em excesso, apresenta um contorno irregular ou cobre uma parte maior dos dentes, fazendo com que eles pareçam menores.
A gengivoplastia é um dos procedimentos que podem ser indicados para remodelar esse contorno. Antes da cirurgia, porém, é natural surgirem dúvidas: a gengivoplastia dói? A gengiva fica inchada? Quanto tempo demora para cicatrizar? Quais alimentos devem ser evitados?
Ao longo deste artigo, você entenderá como funciona o pós-operatório da gengivoplastia, o que pode acontecer nos primeiros dias, quais cuidados ajudam na cicatrização e quais sinais precisam ser comunicados ao dentista.
Saiba mais sobre os tópicos a seguir:

A gengivoplastia é um procedimento odontológico utilizado para remodelar o formato e o contorno da gengiva. O objetivo é criar uma proporção mais equilibrada entre gengiva, dentes, lábios e demais características do sorriso.
Em alguns pacientes, a gengiva cobre uma parte maior da coroa dos dentes, fazendo com que eles pareçam curtos ou apresentem tamanhos diferentes. Em outros, o contorno gengival pode ser irregular, com algumas áreas mais altas e outras mais baixas.
A gengivoplastia pode ser considerada em situações como:
Antes de indicar o procedimento, o dentista precisa avaliar a saúde da gengiva, a posição dos dentes, o nível ósseo e a quantidade de tecido que pode ser removida com segurança. Em alguns casos, somente a remodelação gengival não é suficiente e pode ser necessário outro tipo de abordagem periodontal.
Confira o vídeo abaixo e saiba mais sobre o que é a gengivoplastia:
Leia mais: Gengivoplastia: indicações, como funciona e quais são os resultados
Leia mais: Sorriso gengival: entenda as causas e as opções de tratamento
É comum confundir a gengivoplastia com a gengivectomia, pois os dois procedimentos envolvem a remoção ou a remodelação de tecido gengival e podem ser realizados em conjunto.
De forma geral, a gengivectomia está relacionada à remoção de uma quantidade de gengiva, seja para tratar determinados problemas periodontais, eliminar excesso de tecido ou facilitar o acesso e a higiene de uma região.
Já a gengivoplastia concentra-se principalmente na remodelação do tecido, buscando criar um contorno mais natural, regular e proporcional.
A indicação não depende apenas de o objetivo ser estético ou terapêutico. O dentista precisa considerar a anatomia, o estado de saúde periodontal e o resultado que se pretende alcançar.
Em muitos planejamentos estéticos, o ajuste gengival pode ser combinado com tratamentos como clareamento dental, facetas dentárias ou lentes de contato dental. Entretanto, nem todos os pacientes precisam combinar vários procedimentos.
Tire suas dúvidas sobre gengivectomia no vídeo abaixo:
Leia mais: Periodontia: o que é, o que faz e quais problemas trata
A gengivoplastia costuma ser realizada em consultório, com anestesia local. O paciente permanece acordado durante o procedimento e normalmente pode voltar para casa após receber as orientações de pós-operatório.
O planejamento pode envolver fotografias, exame clínico, avaliação do contorno gengival, sondagem periodontal e análise da relação entre gengiva, dentes e osso.
De maneira geral, o procedimento pode incluir as seguintes etapas:
Dependendo da técnica e da extensão da área tratada, podem ou não ser necessários pontos ou curativos periodontais.
A remodelação pode ser realizada com instrumentos convencionais, eletrocirurgia ou laser odontológico. A escolha depende das características do tecido, da extensão do procedimento, dos equipamentos disponíveis e da avaliação do profissional.
O laser pode proporcionar maior controle do sangramento durante a cirurgia em determinados casos. Entretanto, isso não significa que seja sempre a melhor técnica ou que garanta ausência de dor, inchaço ou uma recuperação mais rápida para todos os pacientes.
O tempo de duração também varia. Procedimentos localizados podem ser relativamente rápidos, enquanto tratamentos que envolvem vários dentes ou técnicas adicionais exigem mais tempo.
A recuperação varia conforme a quantidade de tecido remodelada, a técnica utilizada, a região tratada e a resposta individual do organismo.
Nos primeiros dias, podem ocorrer sensibilidade, pequeno sangramento, inchaço discreto e desconforto ao escovar ou mastigar. Esses sintomas devem apresentar melhora progressiva.
Nesse período, a gengiva pode permanecer sensível e apresentar um pequeno sangramento. É importante evitar esforço físico, alimentos muito quentes, manipulação da região e hábitos que aumentem o risco de trauma.
Compressas frias externas podem ser recomendadas em alguns casos para ajudar a controlar o inchaço. Elas devem ser utilizadas conforme as orientações do dentista.
A tendência é que o desconforto e o inchaço diminuam ao longo dos primeiros dias. A gengiva ainda pode apresentar uma aparência avermelhada, esbranquiçada ou diferente do resultado esperado, pois o tecido está em processo de cicatrização.
Quando há pontos, o profissional informará se eles são absorvíveis ou se precisarão ser removidos durante a consulta de retorno.
A cicatrização superficial pode avançar rapidamente, mas o contorno e a aparência da gengiva continuam se modificando durante as semanas seguintes.
Por isso, o resultado observado logo após a cirurgia não deve ser considerado definitivo. Inchaço, inflamação e maturação do tecido podem alterar temporariamente a altura e o formato da gengiva.
Muitos pacientes percebem uma melhora importante do desconforto durante a primeira semana. Entretanto, o tempo necessário para a cicatrização e para a estabilização do contorno varia de acordo com o procedimento realizado.
Quando a cirurgia envolve apenas uma pequena remodelação do tecido gengival, a recuperação inicial tende a ser mais rápida. Tratamentos extensos, associados a gengivectomia, aumento de coroa clínica ou alteração do tecido ósseo podem exigir um período maior.
A liberação para retomar a escovação diretamente sobre a área, consumir alimentos mais firmes e voltar a atividades físicas deve ser individualizada.
As consultas de retorno permitem verificar a cicatrização, remover pontos quando necessário e identificar precocemente qualquer alteração.
Leia mais: Quanto custa uma gengivoplastia no DF e o que influencia o valor?
As orientações podem variar conforme a técnica utilizada. Por isso, as recomendações fornecidas pelo profissional responsável pelo procedimento devem ser priorizadas.
Nos primeiros dias, dê preferência a:
Evite temporariamente:
Alguns hábitos podem favorecer sangramento, irritação ou atraso na cicatrização. Durante o período indicado pelo dentista, evite:
Algum desconforto, sensibilidade e pequeno sangramento podem ocorrer após o procedimento. Entretanto, determinados sinais precisam ser comunicados ao dentista.
Procure orientação profissional quando houver:
Se você está considerando realizar uma gengivoplastia ou deseja saber se o procedimento é adequado para o seu sorriso, a avaliação clínica é necessária para analisar a gengiva, os dentes e o nível ósseo.
É de Brasília-DF ou região e quer saber se a gengivoplastia é indicada para você?

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Por:
Ianara Pinho em Blog
Sobre a Ianara Pinho
Ianara Pinho é graduada pela Universidade de Brasília (UnB) e é pós-graduada em Odontopediatra, Radiologia e Imaginologia odontológica e também tem Habilitação em analgesia Inalatória (Sedação com Óxido Nitroso).
Em 2010, fundou a clínica odontológica que leva o seu nome: Ianara Pinho Odontologia.
A clínica hoje conta com mais de 45 dentistas e 3 unidades, uma na Asa Sul, uma na Asa Norte e outra em Águas Claras, sendo o objetivo final, transformar vidas por meio do sorriso, ou seja, produzir histórias marcantes!
São mais de 35 mil sorrisos transformados ao longo de todos esses anos.

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