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Publicado em: 14 de julho de 2026
A cirurgia ortognática costuma despertar muitas dúvidas, principalmente em relação às mudanças que podem ser percebidas no rosto e na mordida. Quem recebe a indicação para o procedimento geralmente quer entender como ficará o perfil, quanto tempo levará para enxergar o resultado e o que poderá melhorar além da estética.
O antes e depois da cirurgia ortognática varia de acordo com a alteração facial apresentada, os ossos que precisam ser movimentados, o planejamento ortodôntico e a resposta individual dos tecidos durante a recuperação.
Em alguns pacientes, a transformação do perfil é mais evidente. Em outros, as mudanças parecem mais discretas nas fotografias, mas produzem uma melhora importante no encaixe dos dentes, na mastigação, no equilíbrio facial e em determinadas funções do dia a dia.
Ao longo deste artigo, você entenderá quais resultados podem ser esperados, como funciona o tratamento, quanto tempo o rosto leva para desinchar e quais benefícios e limitações precisam ser considerados.
Entenda com mais profundidade os tópicos a seguir:

A cirurgia ortognática é um procedimento utilizado para corrigir alterações importantes no posicionamento e na relação entre a maxila, a mandíbula e, em alguns casos, o queixo.
O tratamento é considerado quando a diferença entre os ossos da face não pode ser corrigida adequadamente apenas pela movimentação dos dentes com aparelho. Nessas situações, a Ortodontia consegue organizar as arcadas, mas não consegue mudar sozinha a posição ou o tamanho relativo das bases ósseas.
Por isso, a cirurgia ortognática normalmente integra um tratamento maior. O ortodontista prepara o posicionamento dos dentes, enquanto o cirurgião bucomaxilofacial planeja o reposicionamento dos ossos. Depois da cirurgia, o tratamento ortodôntico continua para realizar os ajustes finais da mordida.
Embora o antes e depois facial seja um aspecto importante, o objetivo não é simplesmente modificar a aparência. O planejamento busca criar uma relação mais equilibrada entre os ossos, os dentes, a musculatura e os tecidos moles do rosto.
Saiba mais sobre cirurgia bucomaxilofacial:
A cirurgia pode ser indicada quando existe uma deformidade dentofacial com repercussões sobre a mordida, o perfil, a simetria ou determinadas funções.
Uma das situações possíveis é a mordida cruzada de origem esquelética, na qual a largura ou a posição das bases ósseas impede um encaixe adequado entre as arcadas.
A mordida aberta também pode exigir uma abordagem cirúrgica quando está relacionada principalmente ao padrão de crescimento dos ossos e não pode ser corrigida de maneira estável apenas com aparelho.
Outras indicações incluem mandíbula muito avançada ou recuada, maxila pouco desenvolvida, excesso vertical da face, dificuldade para fechar os lábios e assimetria facial causada por um desenvolvimento desigual dos maxilares.
O procedimento também pode ser avaliado quando a má oclusão dentária interfere significativamente na mastigação, na fala ou na capacidade de cortar determinados alimentos.
Em pacientes selecionados, movimentos específicos dos maxilares também podem aumentar o espaço das vias aéreas e fazer parte do tratamento da apneia obstrutiva do sono. Essa indicação exige investigação própria e não significa que toda cirurgia ortognática melhorará necessariamente a respiração.
A decisão depende do diagnóstico e da integração entre o cirurgião e o ortodontista. O uso de aparelho ortodôntico continua sendo fundamental em grande parte dos tratamentos, mas ele possui limites quando a origem do problema está nos ossos da face.
Leia mais: Mordida aberta: o que é, como identificar e quais são os tratamentos?
As imagens de antes e depois ajudam a visualizar a mudança do perfil e da proporção facial. No entanto, elas representam apenas uma parte do tratamento.
Antes da cirurgia, os dentes podem parecer temporariamente mais desalinhados porque o aparelho está retirando compensações que o organismo desenvolveu ao longo do tempo. Essa fase é necessária para que, depois do reposicionamento dos ossos, as arcadas possam se encaixar de maneira mais adequada.
Imediatamente após o procedimento, o paciente ainda apresenta inchaço, alterações temporárias na movimentação dos lábios e mudanças provocadas pela própria recuperação. Portanto, as imagens obtidas nos primeiros dias ou semanas não representam o resultado final.
A seguir, veja resultados reais de pacientes tratados pela equipe. Cada caso possui diagnóstico, planejamento e resposta próprios. As imagens não representam promessa de que outra pessoa terá uma transformação idêntica.


As mudanças dependem dos ossos movimentados e da direção de cada movimento. Uma cirurgia envolvendo somente a mandíbula produz efeitos diferentes de uma cirurgia realizada na maxila ou nos dois maxilares.
Quando a mandíbula é avançada, o queixo e o contorno da parte inferior da face podem ficar mais projetados. Quando ela é recuada, o perfil inferior pode se tornar menos proeminente. Entretanto, o cirurgião precisa avaliar os efeitos desse movimento sobre a mordida, o espaço das vias aéreas e a estabilidade do tratamento.
Os movimentos da maxila podem modificar a exposição dos dentes ao sorrir, o suporte do lábio superior, a região ao redor do nariz e a proporção do terço médio da face.
Quando existe assimetria, o tratamento pode tornar o rosto mais equilibrado. Isso não significa, porém, criar uma simetria matemática perfeita. Todos os rostos apresentam algum grau de diferença entre os lados.
O comportamento dos tecidos moles também varia entre os pacientes. Pele, músculos, lábios, gordura facial, idade e extensão do movimento influenciam a maneira como o rosto se adapta à nova posição óssea.
As simulações digitais são ferramentas importantes para o planejamento e para a comunicação com o paciente, mas devem ser entendidas como estimativas. Elas não conseguem prever com exatidão absoluta a cicatrização e a resposta de todos os tecidos.
Um dos principais benefícios é a melhora da relação entre as arcadas. Quando os dentes passam a se encaixar de maneira mais equilibrada, o paciente pode mastigar e cortar alimentos com maior eficiência.
A cirurgia também pode facilitar determinados movimentos da boca e melhorar a distribuição das forças da mastigação. Isso não significa que o procedimento seja um tratamento universal para dores na articulação temporomandibular. Sintomas articulares precisam ser analisados separadamente.
Em determinados casos, a nova posição dos maxilares pode favorecer a articulação de alguns sons, o fechamento dos lábios e outras funções relacionadas à fala. A necessidade de acompanhamento fonoaudiológico depende das características de cada paciente.
A melhora estética também é relevante. O equilíbrio entre maxila, mandíbula, queixo, nariz e lábios pode modificar o perfil e a maneira como o paciente percebe o próprio rosto.
Estudos sobre qualidade de vida mostram que muitos pacientes relatam melhora em aspectos funcionais, sociais e psicossociais depois da conclusão do tratamento. Entretanto, a experiência individual depende das expectativas, da recuperação, da complexidade cirúrgica e do suporte recebido durante todo o processo.
Na alteração esquelética de Classe II, a mandíbula pode estar recuada, a maxila pode apresentar projeção aumentada ou as duas condições podem estar presentes ao mesmo tempo.
Dependendo do diagnóstico, o planejamento pode envolver avanço da mandíbula, movimentação da maxila, cirurgia bimaxilar ou associação com uma cirurgia do queixo.
No antes e depois, pode ocorrer uma melhora na projeção do queixo, no contorno do pescoço e na relação entre o lábio superior e o inferior. O resultado específico depende de qual estrutura era responsável pela discrepância.
Na Classe III, a mandíbula pode apresentar crescimento excessivo, a maxila pode estar recuada ou as duas alterações podem ocorrer em conjunto.
A cirurgia pode envolver avanço da maxila, recuo mandibular ou reposicionamento dos dois maxilares. O objetivo não é simplesmente “diminuir o queixo”, mas criar uma relação funcional e proporcional entre as bases ósseas.
O antes e depois pode mostrar mudanças importantes no perfil, na projeção da região média da face e na forma como os lábios se encontram.
O processo começa com uma avaliação do rosto, da mordida, dos dentes, das articulações e das expectativas do paciente. O ortodontista e o cirurgião bucomaxilofacial precisam trabalhar de forma integrada desde o planejamento.
Fotografias, modelos digitais, escaneamentos e exames de imagem ajudam a analisar a relação entre dentes e ossos. Em alguns casos, a tomografia dentária é utilizada para avaliar as estruturas tridimensionalmente e apoiar o planejamento virtual.
O planejamento digital permite simular movimentos, estudar os contatos dentários e produzir guias cirúrgicos. Ainda assim, a simulação deve ser interpretada como uma ferramenta de planejamento, e não como uma garantia exata do resultado estético.
Na abordagem convencional, o paciente utiliza aparelho antes da cirurgia para alinhar e descompensar os dentes. A descompensação corrige inclinações que surgiram para tentar adaptar a mordida à posição inadequada dos ossos.
Essa etapa pode fazer a mordida parecer temporariamente pior. Isso não significa que o tratamento esteja dando errado; os dentes estão sendo posicionados para que se encaixem depois da movimentação cirúrgica.
O tempo necessário varia conforme o desalinhamento, o tipo de aparelho e a resposta biológica do paciente. Saiba mais sobre o tratamento de Ortodontia em Brasília e sua integração com procedimentos cirúrgicos.
A cirurgia ortognática é realizada em ambiente hospitalar, sob anestesia geral. O procedimento pode envolver maxila, mandíbula, queixo ou uma combinação dessas estruturas.
Na maior parte dos planejamentos, os acessos são feitos por dentro da boca. Os ossos são mobilizados e posicionados de acordo com o planejamento, sendo geralmente estabilizados com placas e parafusos de titânio.
Esses materiais costumam permanecer no local, mas podem ser removidos quando provocam sintomas ou quando existe outra indicação clínica.
A duração varia bastante conforme os movimentos planejados, a quantidade de estruturas envolvidas e as características do paciente. Portanto, um intervalo fixo de horas não deve ser utilizado como previsão para todos os casos.
Depois da fase inicial de recuperação, o aparelho continua sendo utilizado para ajustar os contatos entre os dentes e finalizar a mordida.
Essa etapa é importante porque a posição óssea é corrigida durante a cirurgia, mas o encaixe detalhado depende dos ajustes ortodônticos posteriores.
O pós-operatório exige organização e acompanhamento. Nos primeiros dias, o paciente pode apresentar inchaço, sensação de pressão, dificuldade para falar, cansaço e limitação da abertura da boca.
O inchaço costuma aumentar durante os primeiros dias e depois começa a diminuir gradualmente. Parte dele pode desaparecer nas primeiras semanas, enquanto uma quantidade menor pode permanecer por alguns meses.
A alimentação geralmente passa por etapas. Inicialmente, pode ser líquida ou pastosa e, depois, evoluir para consistências mais macias. O momento de voltar a mastigar depende da cirurgia, da estabilidade óssea e das orientações da equipe.
O paciente também recebe instruções sobre higiene oral, medicamentos, movimentação, retorno ao trabalho, atividades físicas e consultas de acompanhamento. Essas recomendações podem variar significativamente entre os casos.
Dormência ou alteração de sensibilidade nos lábios, no queixo, nas bochechas ou na gengiva pode acontecer depois da movimentação dos maxilares. Muitas alterações são temporárias, mas parte da mudança sensitiva pode persistir.
O retorno ao trabalho ou aos estudos depende da extensão do procedimento, do tipo de atividade e da evolução do paciente. Não é adequado prometer um prazo único.
A mudança na posição dos maxilares é imediata, mas o resultado facial precisa ser avaliado ao longo do tempo.
Nas primeiras semanas, o rosto ainda está influenciado pelo inchaço e pela adaptação muscular. Com a redução progressiva do edema, o perfil e os contornos começam a ficar mais definidos.
Em alguns meses, o resultado já pode estar bastante próximo do aspecto esperado. Entretanto, a cicatrização óssea, a adaptação dos tecidos e a finalização ortodôntica continuam acontecendo.
Por isso, as fotografias definitivas de antes e depois costumam ser realizadas depois que o inchaço residual diminui e a mordida está mais estabilizada.
A avaliação do resultado deve incluir mais do que uma fotografia de perfil. O profissional também observa estabilidade da mordida, função, simetria, cicatrização e adaptação do paciente.
Leia mais: Quanto custa uma cirurgia ortognática e o que influencia o valor?
Como qualquer cirurgia de maior porte, a ortognática apresenta riscos. Entre as possibilidades estão sangramento, infecção, alterações sensitivas, dificuldades temporárias de alimentação, problemas relacionados à cicatrização e necessidade de ajustes adicionais.
Também pode ocorrer uma movimentação parcial dos ossos ou da mordida durante o período de adaptação, conhecida como recidiva. O risco depende do diagnóstico, da quantidade e direção dos movimentos, da estabilidade das articulações, da fixação e da resposta biológica.
As placas e os parafusos podem causar incômodo em alguns pacientes, embora normalmente não precisem ser removidos.
Em determinados casos, pode ser necessário realizar um procedimento complementar, uma revisão cirúrgica ou ajustes ortodônticos além do inicialmente previsto.
A cirurgia também não garante perfeição estética, simetria absoluta ou eliminação de todo problema respiratório, articular ou de fala. O planejamento precisa estabelecer objetivos realistas e compatíveis com o diagnóstico.
Na Ianara Pinho Odontologia, o tratamento é planejado por uma equipe integrada, reunindo Ortodontia, Cirurgia Bucomaxilofacial e outras especialidades quando necessário.
Essa integração permite acompanhar a preparação ortodôntica, o planejamento cirúrgico e a finalização da mordida dentro de uma mesma linha de tratamento.
A avaliação também considera exames, fotografias, escaneamentos e as expectativas do paciente. O objetivo é explicar com clareza quais mudanças são possíveis, quais funções podem ser beneficiadas e quais limitações precisam ser consideradas.
Para quem procura cirurgia ortognática em Brasília, a clínica conta com unidades em Águas Claras, Asa Sul e Asa Norte.
É de Brasília-DF ou região e quer entender se a cirurgia ortognática é indicada para o seu caso?

Endereço: R. 7 Norte, 7 – Loja 21 – Águas Claras, Brasília – DF, 71908-180
Telefone: (61) 3543-7723
Endereço: SGAS II, SGAS 616, Bloco B, Loja 05 – Asa Sul, Brasília – DF, 70200-760
Telefone: (61) 3547-9053
Endereço: SHLN, Bloco G, Lote 09, Loja 07 – Asa Norte, Brasília – DF, 70770-560
Telefone: (61) 3526-4989

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Sobre a Ianara Pinho
Ianara Pinho é graduada pela Universidade de Brasília (UnB) e é pós-graduada em Odontopediatra, Radiologia e Imaginologia odontológica e também tem Habilitação em analgesia Inalatória (Sedação com Óxido Nitroso).
Em 2010, fundou a clínica odontológica que leva o seu nome: Ianara Pinho Odontologia.
A clínica hoje conta com mais de 45 dentistas e 3 unidades, uma na Asa Sul, uma na Asa Norte e outra em Águas Claras, sendo o objetivo final, transformar vidas por meio do sorriso, ou seja, produzir histórias marcantes!
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