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Publicado em: 7 de maio de 2026 | Atualizado em: 9 de junho de 2026
Receber um resultado de exame com a palavra “tumor” pode dar um frio na barriga: o coração acelera, a internet vira tentação e, em poucos minutos, a preocupação já tomou conta. Mas quando o assunto é odontoma, a história costuma ser bem diferente do que a palavra sugere.
De início, o odontoma é um tumor odontogênico benigno, ou seja, ele se forma a partir dos tecidos que dão origem aos dentes. Na prática, é algo que muitas vezes descobrimos por acaso, durante uma radiografia de rotina, principalmente em crianças e adolescentes, naquela fase em que estamos acompanhando a troca dos dentes de leite pelos permanentes.
Neste artigo, você entende tudo o que precisa saber sobre o que é o Odontoma, quais são as causas, os principais tipos e quando você deve se preocupar em removê-lo. Aproveite a leitura!
Saiba mais sobre as questões abaixo:

O odontoma consiste em um tumor benigno formado por tecidos dentários que se desenvolveram de maneira desorganizada. Ele surge a partir das mesmas células que formam os dentes, aquelas que são responsáveis por produzir o esmalte, a dentina, o cemento e a polpa. Logo, o odontoma surge quando, ao invés de formarem um dente normal, essas células acabam produzindo uma estrutura diferente.
Ele é considerado um tumor odontogênico, pois tem origem nos tecidos que participam da formação dos dentes. Mas aqui vale reforçar: não se trata de um tumor agressivo. Ele cresce lentamente, tem limites bem definidos e não invade outras regiões do corpo.
Na maioria das vezes, o odontoma se desenvolve ainda na infância ou na adolescência, quando os dentes permanentes estão em formação. Por isso, é mais comum encontrarmos esse tipo de alteração nessa faixa etária e muitas pessoas adultas sequer descobrem que possuem essa alteração.
Não, na verdade, ele é o tumor odontogênico benigno mais comum. Isso significa que ele não invade tecidos de forma agressiva, não se espalha para outras partes do corpo e não tem comportamento típico de tumores malignos.
Apesar de não ser câncer, ele pode gerar algumas alterações locais, como impedir que um dente permanente nasça, causar retenção prolongada de um dente de leite ou provocar pequenas alterações ósseas se crescer demais. No entanto, na grande maioria dos casos, o tratamento é simples e resolve o problema definitivamente.
De início, existem dois tipos principais de odontoma: o odontoma composto e o odontoma complexo. A seguir, você encontra quais são as principais diferenças entre os dois tipos.
O odontoma composto se parece com vários dentinhos pequenos agrupados. Na radiografia, vemos estruturas que lembram muito miniaturas de dentes, com formato mais organizado.
Ele costuma aparecer mais na região anterior da boca, especialmente, na parte da frente da maxila. Logo, é comum estar associado a atraso na erupção de incisivos ou de caninos permanentes, por exemplo.
Já o odontoma complexo não possui o formato de um dente. Sendo assim, ele aparece como uma massa calcificada irregular, sem organização que lembre estruturas dentárias reconhecíveis e é mais comum na região posterior, perto de molares e pré-molares.
Em resumo, se fôssemos comparar os dois tipos de forma simples, teríamos o seguinte:
Na maioria das vezes, o odontoma não causa sintomas, pois ele não costuma provocar dor, inflamação ou febre. Por isso, é comum ser descoberto apenas em uma radiografia de rotina ou durante a investigação de um dente que ainda não nasceu.
O sinal mais frequente é o atraso na erupção de um dente permanente, em que a troca não acontece mesmo a criança já estando na fase adequada. Muitas vezes, o dente de leite também não cai no tempo esperado, porque o odontoma acaba funcionando como uma barreira física dentro do osso.
Em alguns casos, pode haver também um leve aumento de volume na região ou pequeno deslocamento dos dentes vizinhos, especialmente quando a formação é maior.
Nem todo odontoma precisa ser removido imediatamente, logo, a decisão depende do tamanho, da localização, da idade do paciente e, principalmente, do impacto que ele está causando no desenvolvimento dos dentes.
Na prática, indicamos a remoção quando ele impede a erupção de um dente permanente. Nesse caso, o dente está formado, existe o espaço necessário na arcada, mas ele não consegue nascer porque existe uma barreira física no caminho.
Também pode ser necessário remover quando há planejamento ortodôntico, como quando o paciente vai iniciar uso de aparelho e o odontoma interfere na movimentação dentária ou no posicionamento adequado dos dentes.
Outro ponto de atenção é o crescimento progressivo, uma vez que, embora o odontoma tenha crescimento lento e comportamento benigno, caso haja um aumento de tamanho ou sinais de alteração óssea ao redor, a remoção é indicada para evitar complicações futuras.
Além disso, se o odontoma estiver causando deslocamento dentário ou alterações na estrutura óssea, mesmo que discretas, também avaliamos a necessidade de intervenção. Isso porque, mesmo sendo um tumor benigno, ele pode interferir no desenvolvimento da arcada e na harmonia do sorriso.
De início, na maioria dos casos, a cirurgia para remover o odontoma é simples e realizada com anestesia local. Nesse caso, o paciente fica acordado e não sente dor alguma durante o procedimento.
Feito isso, o dentista realiza uma pequena incisão na gengiva para acessar o osso, remove cuidadosamente a lesão e, quando há um dente permanente envolvido, avalia a possibilidade de preservá-lo para que possa nascer depois. Com isso, o tempo médio do procedimento costuma variar entre 30 minutos e 1 hora, dependendo do tamanho e da localização do odontoma.
Após a retirada, o material é enviado para exame anatomopatológico, que é o que confirma o diagnóstico com segurança. Por fim, a recuperação geralmente é bastante tranquila, com um leve inchaço e desconforto nos primeiros dias. No entanto, a partir de um acompanhamento adequado, a cicatrização ocorre bem e, em muitos casos, o dente permanente pode erupcionar naturalmente após a remoção.
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Ianara Pinho em Uncategorized
Sobre a Ianara Pinho
Ianara Pinho é graduada pela Universidade de Brasília (UnB) e é pós-graduada em Odontopediatra, Radiologia e Imaginologia odontológica e também tem Habilitação em analgesia Inalatória (Sedação com Óxido Nitroso).
Em 2010, fundou a clínica odontológica que leva o seu nome: Ianara Pinho Odontologia.
A clínica hoje conta com mais de 45 dentistas e 3 unidades, uma na Asa Sul, uma na Asa Norte e outra em Águas Claras, sendo o objetivo final, transformar vidas por meio do sorriso, ou seja, produzir histórias marcantes!
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