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Publicado em: 21 de maio de 2026 | Atualizado em: 9 de junho de 2026
Quando a gente pensa em dentes alinhados, normalmente a primeira coisa que vem à cabeça é estética, né? Mas, na prática, o encaixe dos dentes vai muito além disso. Ele interfere na mastigação, na fala e até na forma como a boca fica em repouso ao longo do dia.
Muita gente só nota isso depois de um tempo ou acha que é algo sem tanta relevância. Só que, no dia a dia, isso pode aparecer em detalhes simples, como dificuldade para morder um alimento ou até na forma de falar algumas palavras.
Ao longo deste artigo, você entende melhor o que é a mordida aberta, como identificar, quais são os tipos, o que pode causar e quais são os caminhos de tratamento.
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A mordida aberta consiste em um tipo de má oclusão. Ou seja, em outras palavras, trata-se de um desalinhamento entre os dentes superiores e inferiores que impede o contato normal entre eles.
Para entender melhor, primeiro vale pensar em como seria uma mordida considerada equilibrada no dia a dia. De início, quando você fecha a boca naturalmente, sem forçar, os dentes de cima encostam nos dentes de baixo de forma distribuída, o que ajuda na mastigação, na fala e até na estabilidade da mandíbula. Já na mordida aberta, esse encaixe não acontece como deveria.
Aqui, mesmo com a boca fechada, existe uma falta de contato entre alguns dentes. Na maioria dos casos, isso acontece na região da frente e é como se a arcada “não fechasse completamente”, deixando um espaço entre os dentes superiores e inferiores.
Esse é um ponto curioso, porque a mordida aberta nem sempre é percebida de forma imediata. Aqui no consultório, é muito comum receber pacientes que dizem que “sempre foi assim” ou que “achava que o normal era não encostar mesmo”.
Para começar, um dos jeitos mais simples de perceber é observar os detalhes da sua boca no espelho. No geral, ao fechar a boca naturalmente, sem forçar, os dentes da frente deveriam encostar levemente. Quando isso não acontece e fica um espaço visível entre os dentes de cima e de baixo, já é um indicativo de mordida aberta.
Além disso, outras situações do dia a dia também podem denunciar a presença de uma mordida aberta. Por exemplo, quando a pessoa tenta morder um pão, um sanduíche ou até uma fruta com os dentes da frente e simplesmente não consegue cortar.
Com isso, o alimento tende a escapar e o paciente acaba adaptando o movimento, usando os dentes do lado para “rasgar”. Nesse caso, apesar de parecer automático, esse ajuste já mostra que a função dos dentes anteriores não está acontecendo como deveria.
Outro sinal bem comum envolve a posição da língua: em muitos casos de mordida aberta, a língua acaba ocupando o espaço entre os dentes, seja ao falar, engolir ou até mesmo em repouso. Por isso, a pessoa pode sentir que a língua está sempre “no meio do caminho”, como se não houvesse um encaixe definido para ela dentro da boca. Com o tempo, esse padrão se torna natural e dificilmente é percebido sem uma orientação.
Por fim, existem sinais também a partir da sensação ao fechar a boca. Em uma mordida equilibrada, o fechamento acontece de forma espontânea e confortável. Já na mordida aberta, algumas pessoas relatam que precisam fazer um pequeno esforço para manter os lábios fechados ou que a posição não parece totalmente natural, como se a boca não encontrasse um ponto de descanso tão estável.
A mordida aberta costuma surgir a partir de uma combinação de fatores que vão influenciando o desenvolvimento da boca ao longo do tempo. Logo abaixo, você encontra uma lista com as principais causas da mordida aberta.
Alguns hábitos do dia a dia, quando se mantêm por muito tempo, acabam exercendo uma pressão constante sobre os dentes e a arcada, interferindo no crescimento natural da boca.
Os exemplos mais frequentes são o uso prolongado de chupeta, o hábito de chupar dedo e o uso da mamadeira além do período mais indicado. Com o tempo, essa pressão pode empurrar os dentes para frente ou impedir que eles se movimentem para a posição correta, dificultando o contato entre os dentes superiores e inferiores ao fechar a boca.
Interposição lingual
Quando a língua se coloca entre os dentes ao falar, engolir ou até mesmo em repouso, esse padrão (na maioria das vezes, inconsciente) cria uma pressão constante de dentro para fora.
Com o passar do tempo, esse movimento pode reforçar a mordida aberta ou até agravar o desalinhamento. Nesse caso, é como se a língua ocupasse exatamente o espaço onde os dentes deveriam se encostar.
Alterações no crescimento ósseo e desenvolvimento facial
Além da relação com maus hábitos, existem alguns pacientes que apresentam um padrão de crescimento mais vertical da arcada, o que pode dificultar o contato entre os dentes, mesmo quando eles estão relativamente bem posicionados.
Nesses casos, o planejamento do tratamento costuma ser mais detalhado, porque envolve entender como a face se desenvolveu como um todo e como isso impacta a função da boca do paciente.
Por fim, quem respira predominantemente pela boca tende a manter os lábios entreabertos com mais frequência, o que altera a posição da língua e o equilíbrio da musculatura facial.
Ao longo do tempo, isso pode levar a mudanças no desenvolvimento da face e no posicionamento dos dentes, fazendo com que a língua fique posicionada no local errado e, por conseguinte, refletir na forma como a mordida se organiza.
O tratamento da mordida aberta varia conforme a causa, a idade e o tipo de alteração. Quando o problema está mais ligado ao posicionamento dos dentes, por exemplo, o aparelho ortodôntico costuma ser a principal opção, ajudando a alinhar e fechar a mordida gradualmente.
Além disso, quando existem hábitos como chupar dedo, uso prolongado de chupeta ou interposição da língua, é necessário corrigir esses padrões. Nesses casos, o acompanhamento com fonoaudiologia pode ser indicado para reeducar a posição da língua e melhorar funções como fala e deglutição, o que contribui para a estabilidade do tratamento.
Já em situações com envolvimento ósseo, mais comuns em adultos, o planejamento pode ser mais completo e, em alguns casos, incluir a cirurgia ortognática. De forma geral, quanto mais cedo a mordida aberta é identificada, mais simples tende a ser a correção.
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Ianara Pinho em Uncategorized
Sobre a Ianara Pinho
Ianara Pinho é graduada pela Universidade de Brasília (UnB) e é pós-graduada em Odontopediatra, Radiologia e Imaginologia odontológica e também tem Habilitação em analgesia Inalatória (Sedação com Óxido Nitroso).
Em 2010, fundou a clínica odontológica que leva o seu nome: Ianara Pinho Odontologia.
A clínica hoje conta com mais de 45 dentistas e 3 unidades, uma na Asa Sul, uma na Asa Norte e outra em Águas Claras, sendo o objetivo final, transformar vidas por meio do sorriso, ou seja, produzir histórias marcantes!
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