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Publicado em: 30 de abril de 2026 | Atualizado em: 13 de julho de 2026
O nascimento do primeiro dentinho e o início da troca dos dentes são fases marcantes da infância. Junto com elas, porém, surgem várias dúvidas: com quantos meses nasce o primeiro dente? Qual é a ordem mais comum? Quando os dentes de leite começam a cair? E como saber se a troca está atrasada?
Os dentes de leite são temporários, mas exercem funções importantes durante vários anos. Eles participam da mastigação, da fala, do desenvolvimento da face e da manutenção do espaço necessário para os dentes permanentes.
Por isso, cáries, traumas e perdas precoces não devem ser ignorados com a justificativa de que “o dente vai cair de qualquer jeito”. Cada alteração precisa ser analisada considerando a idade da criança, o dente envolvido e o estágio de desenvolvimento do permanente.
Ao longo deste artigo, você entenderá quando os dentes de leite nascem, quando começam a cair, o que fazer quando ficam moles e quais sinais indicam a necessidade de avaliação odontopediátrica.
Entenda mais sobre os assuntos abaixo:

Os dentes de leite, também chamados de dentes decíduos ou dentes temporários, são os primeiros dentes que aparecem na boca da criança.
Eles começam a se formar ainda durante a gestação e costumam surgir na boca durante o primeiro ano de vida. Depois, são gradualmente substituídos pelos dentes permanentes ao longo da infância e do início da adolescência.
Embora sejam temporários, os dentes de leite possuem funções importantes:
A perda de um dente antes do período esperado pode permitir que os dentes próximos se movimentem e reduzam parte do espaço disponível. Isso não ocorre da mesma maneira em todos os casos, mas pode interferir na erupção do permanente e na organização da mordida.
Quando a criança já demonstra ansiedade ou resistência ao atendimento, algumas estratégias podem ajudar a lidar com a criança com medo de dentista e tornar as consultas mais tranquilas.
Leia mais: Cárie em dente de leite: por que precisa tratar?
Saiba mais sobre cárie em dente de leite no vídeo abaixo:
A dentição decídua completa possui 20 dentes: dez na arcada superior e dez na inferior.
Em cada lado da boca existem:
A criança não apresenta pré-molares na dentição de leite. Quando os molares decíduos caem, eles são substituídos por pré-molares permanentes.
Já os primeiros molares permanentes costumam nascer atrás dos últimos dentes de leite, sem substituir nenhum deles. Isso geralmente acontece por volta dos 6 anos e pode passar despercebido pelos responsáveis.
O primeiro dente costuma surgir por volta dos 6 meses. Entretanto, existe uma variação considerável entre as crianças.
Alguns bebês apresentam o primeiro dente antes dos 6 meses, enquanto outros chegam perto do primeiro aniversário sem dentes visíveis.
A idade isolada nem sempre indica um problema. O odontopediatra considera também o crescimento, a saúde geral, o histórico familiar e a presença de outros sinais de desenvolvimento.
A primeira avaliação odontológica deve ocorrer cedo, permitindo que a família receba orientações sobre alimentação, higiene, flúor e prevenção de cáries.
Leia mais: Quando levar a criança ao dentista pela primeira vez?
A sequência e a idade exata podem variar. Geralmente, os dentes inferiores da frente aparecem primeiro e os molares posteriores completam a dentição.
Uma sequência aproximada é:
Em muitas crianças, os 20 dentes de leite estão presentes por volta dos 2 anos e meio ou 3 anos.
Pequenas diferenças de sequência entre os lados podem ocorrer. Uma diferença muito prolongada ou acompanhada de outros sinais deve ser avaliada.
Alguns dentes surgem praticamente sem desconforto. Em outros momentos, o bebê pode apresentar sinais relacionados à pressão do dente atravessando a gengiva.
Entre os sintomas possíveis estão:
Uma gengiva inchada sobre o dente que está nascendo pode ocorrer. Isso, porém, não deve ser confundido automaticamente com gengivite ou infecção.
Febre alta, diarreia intensa, vômitos, prostração ou sintomas prolongados não devem ser atribuídos simplesmente ao nascimento dos dentes. Nesses casos, procure o pediatra para investigar outras causas.
O responsável pode oferecer um mordedor adequado à idade e resfriado conforme as instruções do fabricante. Uma gaze ou toalha limpa e fresca também pode ser utilizada para massagear delicadamente a gengiva.
Evite objetos congelados, alimentos duros que possam se quebrar, colares de âmbar e medicamentos ou géis anestésicos sem orientação profissional.
A higiene deve começar assim que o primeiro dente aparece.
A escovação deve ser realizada duas vezes ao dia, utilizando uma escova compatível com a idade e creme dental fluoretado na quantidade indicada para a criança.
Veja também quando começar a escovar os dentes do bebê e quais cuidados adotar nessa fase.
A escolha da pasta de dente infantil deve considerar principalmente a concentração de flúor, a quantidade aplicada e a supervisão de um adulto.
Quando dois dentes passam a encostar um no outro, a limpeza entre eles também pode ser necessária.
Outros cuidados importantes incluem:
A cárie pode provocar dor, dificuldade para comer, infecção e perda do dente antes do período esperado.
Quando a lesão alcança a parte interna do dente, o tratamento pode envolver procedimentos para preservar o elemento até o momento adequado da troca.
Leia mais: Canal em dente de leite: quando o tratamento pode ser necessário?
A troca geralmente começa por volta dos 6 anos e continua até aproximadamente os 12 ou 13 anos.
Esse período é chamado de dentição mista, pois dentes de leite e permanentes permanecem juntos na boca.
Os primeiros dentes a cair costumam ser os incisivos centrais inferiores. Depois, ocorre a troca gradual dos demais incisivos, caninos e molares decíduos.
A sequência pode variar. Mais importante do que comparar a criança com colegas da mesma idade é observar se a troca está acontecendo progressivamente e se os dentes permanentes estão encontrando espaço para nascer.
Os terceiros molares, conhecidos como dentes do siso, não fazem parte dessa troca infantil e podem surgir apenas muitos anos depois — ou não se formar.
Uma sequência aproximada é:
A ordem entre caninos e molares pode variar entre as arcadas e entre diferentes crianças.
Leia mais: Fada do dente: como tornar a troca mais tranquila e divertida
O dente de leite fica mole porque sua raiz passa por um processo natural chamado rizólise.
Durante esse processo, a raiz é gradualmente reabsorvida. Com menos estrutura prendendo o dente ao osso e à gengiva, ele começa a se movimentar até cair.
Em muitos casos, o dente permanente em desenvolvimento participa desse processo. Entretanto, a troca pode ocorrer de maneira diferente quando o permanente está ausente, deslocado ou sem uma trajetória de erupção adequada.
É comum que reste pouca ou nenhuma raiz visível quando o dente cai naturalmente. Isso não significa que a raiz inteira tenha ficado presa na gengiva.
Na maioria dos casos, o melhor é permitir que o dente fique progressivamente mais móvel e caia naturalmente.
A criança pode movimentá-lo delicadamente com a língua, desde que não provoque dor ou sangramento.
Enquanto o dente estiver mole:
Quando o dente permanece preso por uma pequena porção de tecido, incomoda para comer ou apresenta risco de ser aspirado, o odontopediatra pode avaliar a necessidade de removê-lo.
Um dente pode ser perdido precocemente em razão de cárie extensa, infecção, trauma ou necessidade de extração.
As consequências dependem de vários fatores:
Em alguns casos, não é necessário realizar nenhum procedimento além do acompanhamento. Em outros, o dentista pode indicar um mantenedor de espaço ou acompanhamento ortodôntico.
Quando existe perda precoce, falta de espaço ou alteração no desenvolvimento da mordida, pode ser necessário avaliar o uso de aparelho para criança ou de outro dispositivo específico.
Quedas e pancadas podem provocar mobilidade, fratura, mudança de posição ou escurecimento do dente.
Mesmo que a criança pareça bem, o trauma deve ser avaliado quando houver deslocamento, sangramento, dor, fratura ou alteração posterior na cor.
Um dente de leite que saiu completamente não deve ser recolocado na boca, pois o procedimento pode danificar o permanente em desenvolvimento.
Leia mais: Trauma em dente de leite: o que fazer e quando procurar um dentista
Sim. Isso acontece com alguma frequência, principalmente nos incisivos inferiores.
O permanente começa a aparecer mais para dentro da boca enquanto o dente de leite ainda não caiu. Pela aparência de duas fileiras, algumas famílias chamam essa situação de “dentes de tubarão”.
Quando o dente decíduo já está bastante mole, pode haver uma correção gradual depois que ele cai. A pressão da língua e o desenvolvimento da arcada podem ajudar o permanente a ocupar uma posição mais favorável.
A avaliação é importante quando:
Nem toda erupção atrás do dente de leite exige extração ou aparelho. A decisão depende da mobilidade do decíduo, do espaço e da posição do permanente.
Alguns dentes permanecem na boca por mais tempo do que o esperado. Essa condição pode ser chamada de retenção prolongada do dente decíduo.
Entre as possíveis explicações estão:
A permanência do dente de leite não significa automaticamente que ele deve ser extraído. Em alguns casos, um decíduo saudável pode continuar exercendo função quando não existe permanente para substituí-lo.
A decisão depende do exame clínico e, quando necessário, de radiografias.
Depois que um dente de leite cai, pode existir um intervalo até a erupção do permanente. A duração varia conforme o dente, a idade, o estágio de formação e o espaço disponível.
Possíveis causas de atraso incluem:
Uma das possíveis alterações é o odontoma, uma formação odontogênica geralmente benigna que pode interferir na erupção de um dente. Essa é apenas uma das possibilidades e não deve ser presumida sem exames.
Uma diferença prolongada entre dentes correspondentes — por exemplo, quando um incisivo nasce e o do outro lado permanece ausente — é um motivo para avaliação.
Existe grande variação no desenvolvimento dentário. Ainda assim, alguns sinais justificam uma avaliação odontopediátrica:
O acompanhamento de odontopediatria permite avaliar a cronologia dos dentes, prevenir cáries e identificar alterações na troca, no espaço e na erupção dos permanentes.
É de Brasília-DF ou região e precisa avaliar o desenvolvimento dos dentes do seu filho?

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Ianara Pinho em Uncategorized
Sobre a Ianara Pinho
Ianara Pinho é graduada pela Universidade de Brasília (UnB) e é pós-graduada em Odontopediatra, Radiologia e Imaginologia odontológica e também tem Habilitação em analgesia Inalatória (Sedação com Óxido Nitroso).
Em 2010, fundou a clínica odontológica que leva o seu nome: Ianara Pinho Odontologia.
A clínica hoje conta com mais de 45 dentistas e 3 unidades, uma na Asa Sul, uma na Asa Norte e outra em Águas Claras, sendo o objetivo final, transformar vidas por meio do sorriso, ou seja, produzir histórias marcantes!
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