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Publicado em: 9 de abril de 2026 | Atualizado em: 5 de maio de 2026
Quando o primeiro dentinho do bebê aparece, junto com a alegria surgem várias dúvidas: qual pasta de dente infantil escolher? Precisa ter flúor? Pode usar uma pasta com personagem? Qual é a quantidade correta para não exagerar?
A higiene bucal começa com o nascimento do primeiro dente. A escolha do creme dental, a concentração de flúor e a quantidade colocada na escova influenciam diretamente a prevenção da cárie durante a infância.
Isso não significa que exista uma única marca adequada para todas as crianças. O principal é analisar a composição, usar uma quantidade compatível com a idade e manter a escovação sob responsabilidade ou supervisão de um adulto.
Ao longo deste artigo, você entenderá qual pasta de dente infantil escolher, como localizar a quantidade de flúor na embalagem, quanto utilizar em cada idade e quais características realmente importam.
Tire suas dúvidas sobre os seguintes assuntos:

As pastas infantis são desenvolvidas considerando aspectos que podem facilitar a adaptação da criança à escovação, como sabor menos intenso, apresentação visual atrativa e diferentes níveis de formação de espuma.
Entretanto, nem toda pasta com embalagem infantil possui obrigatoriamente menor abrasividade, menor quantidade de espuma ou composição mais adequada. Essas características dependem da fórmula de cada produto.
Por isso, a escolha não deve ser baseada somente no personagem da embalagem, no sabor ou na palavra “infantil”. O responsável precisa verificar principalmente:
A função da pasta é complementar a ação da escova, auxiliar na remoção da placa bacteriana e levar flúor até a superfície dos dentes.
Sim. De forma geral, a pasta utilizada desde o nascimento do primeiro dente deve conter uma concentração eficaz de flúor.
O flúor atua principalmente na superfície do esmalte. Ele ajuda a reduzir a perda de minerais provocada pelos ácidos e favorece a remineralização de áreas que estão nos estágios iniciais do processo de cárie dentária.
Esse cuidado é importante nos dentes de leite e nos permanentes recém-erupcionados, que continuam passando por um processo de maturação após aparecerem na boca.
Uma pasta sem flúor pode contribuir para a limpeza mecânica, mas não oferece o mesmo benefício anticárie de um creme dental fluoretado usado na concentração e na quantidade corretas.
Leia mais: Cárie em criança: causas, sintomas, tratamento e prevenção
A fluorose dentária pode ocorrer quando existe ingestão excessiva e repetida de flúor durante o período em que os dentes permanentes estão se formando.
O problema não está no contato adequado da pasta com os dentes, mas principalmente na ingestão frequente de quantidades maiores do que as recomendadas.
Por isso, os pais devem colocar a pasta na escova, controlar a quantidade e manter o tubo fora do alcance da criança. Não é indicado permitir que ela se sirva sozinha, principalmente nos primeiros anos.
Leia mais: Flúor dental: conheça os principais mitos e verdades
A quantidade de flúor é informada na embalagem em partes por milhão, representadas pela sigla ppm.
Referências internacionais, como a Organização Mundial da Saúde, trabalham com cremes dentais contendo entre 1.000 e 1.500 ppm de flúor.
Na Ianara Pinho Odontologia, a orientação preferencial para crianças é utilizar uma pasta com 1.000 a 1.100 ppm de flúor, salvo quando a avaliação individual indicar outra concentração.
Essa faixa permite oferecer proteção anticárie enquanto os responsáveis controlam a exposição por meio da pequena quantidade colocada na escova.
Procure na lista de ingredientes ou nas informações do rótulo expressões como:
O nome do composto sozinho não informa necessariamente a quantidade. Verifique também o número de ppm declarado pelo fabricante.
Algumas pastas comercializadas como “primeira pasta” apresentam cerca de 500 ou 550 ppm de flúor.
Essa não é a concentração preferencial indicada pela Ianara Pinho Odontologia para prevenção de cáries na infância. A orientação da clínica é escolher uma pasta com 1.000 a 1.100 ppm e controlar o risco de ingestão pela quantidade colocada na escova.
A concentração de flúor é apenas uma parte da orientação. A quantidade colocada na escova também precisa ser controlada.
| Faixa etária | Quantidade de pasta | Orientação |
|---|---|---|
| Do primeiro dente até os 3 anos | Entre meio e um grão de arroz cru | A pasta deve ser colocada na escova pelo responsável. |
| Dos 3 aos 6 anos | Quantidade semelhante a uma ervilha | A escovação deve ser realizada ou supervisionada por um adulto. |
| Acima dos 6 anos | Pequena quantidade, geralmente semelhante a uma ervilha | A quantidade pode ser adaptada conforme o risco de cárie e a capacidade de escovação. |
A escovação deve começar assim que o primeiro dente de leite aparece.
A Ianara Pinho Odontologia orienta utilizar uma quantidade mínima de creme dental fluoretado, equivalente a entre meio e um grão de arroz cru.
O objetivo não é preencher as cerdas. Um pequeno esfregaço distribuído sobre a escova é suficiente. O limite visual deve ser aproximadamente um grão de arroz.
A escovação deve ser feita duas vezes ao dia, com atenção especial à higiene noturna, que deve acontecer após a última alimentação açucarada e antes de dormir.
Quando dois dentes passam a se tocar, a limpeza entre eles também pode ser necessária.
Leia mais: Cárie em dente de leite: por que precisa tratar?
Leia mais: Qual é a idade ideal para começar a levar a criança ao dentista?
Nessa faixa etária, a quantidade pode aumentar para aproximadamente o tamanho de uma ervilha.
Mesmo que a criança já participe da escovação, o responsável ainda deve colocar a pasta e verificar se todas as superfícies foram higienizadas.
O fato de a criança saber cuspir ajuda a reduzir a ingestão, mas não elimina a necessidade de controlar a quantidade.
Crianças maiores podem continuar utilizando uma pasta infantil, familiar ou adulta, desde que a concentração de flúor seja adequada e o sabor permita uma escovação confortável.
Não existe obrigação de trocar para uma pasta adulta somente por causa da idade. O produto precisa ser bem aceito e utilizado corretamente.
Pastas muito mentoladas, abrasivas ou voltadas principalmente para clareamento podem não ser as opções mais confortáveis para algumas crianças.
Crianças pequenas ainda estão aprendendo a cuspir e podem engolir parte da quantidade mínima utilizada na escovação.
É justamente por isso que a orientação combina uma pasta com concentração eficaz de flúor e uma quantidade muito pequena sobre a escova.
Para reduzir a ingestão:
Se a criança ingerir uma grande quantidade diretamente do tubo ou apresentar náusea, vômito, dor abdominal ou outro sintoma, procure orientação médica.
Quando já souber, a criança deve ser incentivada a cuspir o excesso de espuma e pasta.
Não é necessário realizar vários bochechos com água depois da escovação. Enxaguar vigorosamente pode retirar mais rapidamente o flúor que permaneceu em contato com os dentes.
Em crianças que ainda não sabem cuspir, não é necessário forçar o bochecho. O controle deve ser feito pela quantidade mínima de pasta colocada pelo responsável.
Não existe uma única marca que seja a melhor para todas as crianças. A escolha deve reunir eficácia, segurança e aceitação.
Na prática, dê preferência a uma pasta que:
A presença de personagens não determina a qualidade do produto. A embalagem pode ajudar a criança a se interessar pela rotina, mas o responsável ainda precisa verificar a composição e a concentração de flúor.
Uma pasta com personagem e 1.000 a 1.100 ppm pode ser adequada. Uma pasta atraente, mas sem uma concentração eficaz de flúor, pode não ser a melhor escolha para prevenção de cáries.
A palavra “natural” não significa automaticamente que a pasta seja mais eficaz, mais segura ou mais adequada.
Algumas fórmulas naturais possuem flúor em concentração adequada e podem ser utilizadas. Outras não contêm flúor ou apresentam uma concentração inferior à preferência clínica da Ianara.
A ausência de corantes, lauril sulfato de sódio, aromas ou outros componentes pode ser útil quando existe sensibilidade ou irritação específica. Porém, esses fatores não substituem a análise da concentração de flúor.
Não. A quantidade de espuma não representa diretamente a capacidade de prevenir cáries ou remover placa.
Em algumas crianças, fórmulas que produzem menos espuma podem facilitar a adaptação e diminuir a vontade de cuspir durante a escovação.
A escova precisa ser compatível com o tamanho da boca e com a fase de desenvolvimento da criança.
Em geral, procure um modelo com:
A escova deve ser substituída quando as cerdas estiverem desgastadas, abertas ou após o período recomendado pelo fabricante.
Leia mais: Tipos de escova de dente: como escolher a opção adequada?
A supervisão não deve terminar apenas porque a criança já consegue segurar a escova ou escovar sozinha.
Os responsáveis precisam continuar acompanhando enquanto ela ainda não tiver coordenação, atenção e técnica suficientes para limpar todas as superfícies dos dentes e controlar a quantidade de pasta.
Durante esse período, o adulto deve:
Uma consulta de odontopediatria permite avaliar o risco de cárie, orientar a escolha da pasta e demonstrar a quantidade e a técnica adequadas para cada fase da infância.
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Por:
Ianara Pinho em Saúde
Sobre a Ianara Pinho
Ianara Pinho é graduada pela Universidade de Brasília (UnB) e é pós-graduada em Odontopediatra, Radiologia e Imaginologia odontológica e também tem Habilitação em analgesia Inalatória (Sedação com Óxido Nitroso).
Em 2010, fundou a clínica odontológica que leva o seu nome: Ianara Pinho Odontologia.
A clínica hoje conta com mais de 45 dentistas e 3 unidades, uma na Asa Sul, uma na Asa Norte e outra em Águas Claras, sendo o objetivo final, transformar vidas por meio do sorriso, ou seja, produzir histórias marcantes!
São mais de 35 mil sorrisos transformados ao longo de todos esses anos.

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