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Publicado em: 1 de setembro de 2026 | Atualizado em: 29 de setembro de 2026
Você já tomou um gole de água gelada e sentiu uma fisgada forte em um dente específico? Ou percebeu que um dos dentes parece mais “comprido” do que antes? Esses sinais podem indicar que a raiz do dente está exposta, uma situação bastante comum e que costuma gerar desconforto no paciente no dia a dia.
No geral, muita gente só percebe o problema quando a sensibilidade começa a atrapalhar momentos simples, como escovar os dentes, tomar café, comer um sorvete ou até respirar em dias frios. Em outros casos, a mudança aparece primeiro no espelho: a gengiva parece ter “subido”, deixando uma parte mais amarelada do dente visível.
Neste artigo, você encontrará informações importantes sobre o que causa a raiz do dente exposta, quais sintomas costumam aparecer, quando o problema merece atenção e quais tratamentos podem ajudar em cada situação.
Entenda mais sobre:

Quando a gengiva sofre retração, ela começa a “subir” ou a “encolher”, deixando uma parte dessa raiz visível. Por conta disso, muitas pessoas percebem que o dente parece maior, mais comprido ou até com uma coloração diferente próxima à gengiva.
Quando isso acontece, a região exposta costuma ter um aspecto mais amarelado, porque a raiz não é revestida pelo esmalte dental, que é a camada branca e resistente presente na coroa do dente. Sendo assim, no lugar do esmalte, a raiz possui uma estrutura chamada cemento, que é muito mais sensível aos estímulos externos.
Na prática, isso significa que situações simples do dia a dia podem começar a causar desconforto, como:
Esses sintomas aparecem porque a raiz possui pequenos canais microscópicos que se conectam à parte interna do dente. Logo, quando ela fica desprotegida, os estímulos térmicos e mecânicos chegam com mais facilidade até a região nervosa, causando aquela sensação de choque ou fisgada.
Além da sensibilidade, a raiz exposta também merece atenção porque tende a acumular mais placa bacteriana. Como a superfície radicular é mais delicada, ela pode sofrer desgaste com maior facilidade e apresentar risco aumentado para cáries radiculares, que acontecem justamente na área próxima à gengiva.
Leia também: Sensibilidade nos dentes: como aliviar o desconforto?
A raiz do dente exposta geralmente acontece por causa da retração gengival, ou seja, quando a gengiva vai diminuindo e deixa uma parte da raiz aparente. Com isso, é muito comum que diferentes fatores estejam envolvidos ao mesmo tempo: um paciente pode, por exemplo, escovar os dentes com força, ter bruxismo ou ainda apresentar sinais de gengivite.
Sendo assim, entender a causa é uma das partes mais importantes do tratamento, porque não adianta tratar apenas a sensibilidade sem controlar o que continua machucando a gengiva.
A seguir, veja os principais fatores relacionados à raiz do dente exposta:
Escovar os dentes com muita força é um dos motivos mais comuns para a retração gengival. Afinal, quando a escovação é feita com excesso de pressão, a gengiva sofre pequenos traumas repetitivos diariamente e, com o tempo, ela pode começar a retrair.
O problema costuma ser ainda mais frequente em pessoas que usam escovas com cerdas duras, fazem movimentos muito agressivos ou usam cremes dentais muito abrasivos. Logo, em vez de proteger os dentes, a escovação agressiva acaba desgastando tanto a gengiva quanto a estrutura dental próxima da raiz.
A doença periodontal é uma das causas mais frequentes da retração gengival mais avançada. Isso porque, quando o quadro de gengivite não recebe o tratamento adequado, a inflamação pode evoluir para periodontite, atingindo estruturas mais profundas, incluindo o osso que sustenta os dentes.
À medida que esse suporte é comprometido, a gengiva perde sustentação e começa a retrair, deixando a raiz exposta. Dentre os sinais que costumam acompanhar esse quadro, temos: sangramento frequente, mau hálito persistente, sensação de dentes amolecendo e mobilidade dental em casos mais avançados.
O bruxismo acontece quando a pessoa aperta ou range os dentes, principalmente durante o sono. E, embora muita gente associe esse problema apenas ao desgaste dental, ele também pode afetar a gengiva.
Afinal, a força excessiva exercida constantemente sobre os dentes cria uma sobrecarga nas estruturas de suporte, o que favorece microtraumas repetitivos na gengiva e no osso ao redor do dente. Com o tempo, essa pressão pode contribuir para retrações gengivais, especialmente quando o paciente já possui uma gengiva mais fina naturalmente.
O tabagismo também é um fator para a retração, pois as substâncias presentes no tabaco prejudicam a circulação sanguínea da região, dificultando a oxigenação e a capacidade de cicatrização dos tecidos gengivais. Além disso, fumantes possuem maior risco de desenvolver doença periodontal, que é uma das principais causas de retração gengival.
O tratamento da raiz do dente exposta pode variar bastante de um paciente para outro. Isso porque o dentista precisa entender primeiro o que causou a retração gengival, qual o nível da exposição da raiz e se existem outros problemas envolvidos, como inflamação, bruxismo ou desgaste dental.
Ou seja, somente após uma avaliação personalizada é que o dentista consegue indicar qual é a melhor opção de tratamento para o seu caso. Logo abaixo, você descobre quais são as principais indicações.
Leia também: Enxerto gengival: o que é, quando é indicado e como funciona?
Se você percebeu sensibilidade frequente, gengiva retraída ou sensação de raiz exposta, buscar avaliação odontológica o quanto antes pode ajudar a evitar que o problema avance.
Aqui na Clínica Ianara Pinho, realizamos o acompanhamento de pacientes com raiz do dente exposta, retração gengival e sensibilidade dental, sempre buscando entender o que está causando o problema antes de definir o tratamento de forma personalizada.
É de Brasília-DF ou região? Agende uma consulta conosco. Será um prazer cuidar do seu sorriso com atenção, conforto e um atendimento acolhedor.
Leia também: Enxerto gengival em Brasília: conheça o tratamento

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Por:
Ianara Pinho em Saúde
Sobre a Ianara Pinho
Ianara Pinho é graduada pela Universidade de Brasília (UnB) e é pós-graduada em Odontopediatra, Radiologia e Imaginologia odontológica e também tem Habilitação em analgesia Inalatória (Sedação com Óxido Nitroso).
Em 2010, fundou a clínica odontológica que leva o seu nome: Ianara Pinho Odontologia.
A clínica hoje conta com mais de 45 dentistas e 3 unidades, uma na Asa Sul, uma na Asa Norte e outra em Águas Claras, sendo o objetivo final, transformar vidas por meio do sorriso, ou seja, produzir histórias marcantes!
São mais de 35 mil sorrisos transformados ao longo de todos esses anos.

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