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Publicado em: 20 de janeiro de 2026 | Atualizado em: 23 de janeiro de 2026
Com o passar do tempo, algumas pessoas percebem que a gengiva parece estar “recuando”, deixando uma parte maior do dente ou até mesmo da raiz exposta. Às vezes, essa alteração vem acompanhada de sensibilidade nos dentes ao consumir alimentos gelados, quentes ou doces. Em outras situações, o primeiro sinal é a impressão de que o dente ficou mais comprido.
Essa alteração é chamada de retração gengival. Além de modificar a aparência do sorriso, ela pode deixar a raiz mais vulnerável à sensibilidade, ao desgaste, à cárie radicular e ao acúmulo de placa.
Dependendo da causa, da extensão da retração e das características da gengiva, uma das opções de tratamento pode ser o enxerto gengival. Ao longo deste artigo, você entenderá o que é esse procedimento, quando ele pode ser indicado, quais são as principais técnicas e como funciona a recuperação.
Entenda mais sobre:

O enxerto gengival é um procedimento de cirurgia periodontal utilizado para aumentar a espessura ou a quantidade de gengiva em uma determinada região da boca.
Dependendo do caso e da técnica escolhida, o procedimento pode ser realizado para cobrir uma raiz exposta, reforçar uma gengiva muito fina, melhorar a estabilidade dos tecidos ou preparar a região para outros tratamentos odontológicos.
O tecido utilizado pode ser retirado do próprio paciente, geralmente do palato, ou substituído por determinados biomateriais. A escolha depende da quantidade de tecido necessária, da localização da retração, das características da gengiva e dos objetivos do tratamento.
Entre os possíveis benefícios do enxerto estão:
Leia mais: Retração da gengiva: causas, sintomas e como tratar
Nem toda retração gengival precisa ser tratada com cirurgia. Em alguns casos, o acompanhamento clínico, a correção da técnica de escovação, o controle da inflamação e a eliminação de fatores traumáticos podem ser suficientes.
A indicação do enxerto depende da avaliação realizada pelo dentista ou periodontista. O procedimento pode ser considerado quando existem:
Antes da cirurgia, é importante identificar e controlar o que contribuiu para a retração. Escovar com pressão excessiva, utilizar uma escova inadequada, apresentar inflamação gengival ou ter uma posição dentária desfavorável são exemplos de fatores que podem precisar de correção.
Quando há gengivite ou periodontite ativa, a inflamação deve ser controlada antes do enxerto. Caso contrário, o problema que afeta a gengiva pode comprometer a cicatrização e a estabilidade do resultado.
Leia mais: Gengivite e periodontite: entenda as diferenças
Existem diferentes técnicas de enxerto e cirurgia plástica periodontal. A escolha depende do objetivo do procedimento, da quantidade de retração, da espessura da gengiva, da disponibilidade de tecido doador e da região que será tratada.
No enxerto de tecido conjuntivo, o profissional retira uma camada interna de tecido do palato e a posiciona sob a gengiva da área que será tratada.
Essa é uma das técnicas mais utilizadas quando o objetivo é aumentar a espessura do tecido e buscar o recobrimento de raízes expostas. Como o enxerto fica coberto pela gengiva da região receptora, a integração de cor e textura tende a ser mais natural.
No enxerto gengival livre, um pequeno fragmento que inclui a camada superficial do palato é transferido para a região com pouca quantidade de gengiva.
Essa técnica costuma ser utilizada principalmente para aumentar a faixa de tecido gengival resistente, e não necessariamente para obter o melhor resultado estético de cobertura da raiz.
No retalho pediculado, parte da gengiva próxima à retração é deslocada para cobrir a área afetada. Como o tecido permanece conectado à região de origem, sua irrigação sanguínea é preservada.
A técnica somente pode ser utilizada quando existe quantidade suficiente de gengiva saudável próxima ao local que será tratado.
Em casos selecionados, determinados biomateriais podem ser utilizados como alternativa ao tecido retirado do palato. Essa possibilidade pode reduzir ou evitar uma segunda área cirúrgica, mas não é adequada para todas as situações.
A indicação depende do tipo de defeito, do resultado esperado, das condições da região e das características do material disponível.
O procedimento é planejado de forma individual. Antes da cirurgia, o profissional avalia a retração, a espessura da gengiva, a quantidade de tecido necessário, a higiene bucal e a existência de inflamação.
De maneira geral, o enxerto pode envolver as seguintes etapas:
A anestesia é aplicada na área que receberá o enxerto e, quando necessário, no local doador. O objetivo é impedir a sensação de dor durante o procedimento.
O paciente pode perceber pressão, movimentação ou manipulação da região, mesmo com a área anestesiada.
O profissional prepara a gengiva e a superfície da raiz para receber o tecido. A técnica utilizada varia conforme o tipo de enxerto e o objetivo da cirurgia.
Quando o procedimento utiliza tecido do próprio paciente, uma pequena porção é retirada do palato ou de outra região adequada da boca.
Nos casos em que um biomaterial é indicado, não é necessário criar uma área doadora no palato.
O tecido é adaptado sobre ou sob a gengiva da área receptora. Seu posicionamento precisa ser estável e permitir uma irrigação sanguínea adequada durante a cicatrização.
Pontos delicados são utilizados para manter o enxerto e a gengiva na posição planejada. Dependendo da técnica, também pode ser aplicado um curativo periodontal para proteger a região.
O resultado depende do tipo e da extensão da retração, da técnica utilizada, da anatomia da região, da espessura dos tecidos e dos cuidados adotados durante a cicatrização.
Entre os resultados possíveis estão:
O recobrimento completo da raiz não pode ser garantido em todos os casos. Retrações mais profundas, perda de tecido entre os dentes, posição dentária desfavorável e outros fatores podem limitar o resultado.
A redução da sensibilidade também varia. O enxerto pode proteger a raiz exposta, mas outros problemas, como desgaste do esmalte, cárie, trincas ou hábitos alimentares, também podem contribuir para o sintoma.
Leia mais: Sensibilidade nos dentes: como aliviar e quando procurar um dentista
Nos primeiros dias, podem ocorrer inchaço, sensibilidade, pequenos sangramentos e desconforto. Quando o tecido é retirado do palato, a área doadora também pode ficar sensível durante a recuperação.
A intensidade dos sintomas varia conforme a técnica utilizada, o tamanho da área tratada e a resposta individual do paciente. O profissional pode prescrever medicamentos e fornecer orientações específicas para controlar o desconforto e proteger o enxerto.
Durante a fase inicial de cicatrização, geralmente é necessário:
A cicatrização inicial costuma ocorrer ao longo das primeiras semanas, mas a aparência, a textura e a integração do tecido continuam se modificando durante os meses seguintes.
Depois da recuperação, também é necessário corrigir os fatores que contribuíram para a retração. A técnica de escovação, o controle da placa e o acompanhamento em periodontia ajudam a preservar o resultado.
É de Brasília-DF ou região e está pensando em realizar um enxerto gengival?

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Por:
Ianara Pinho em Blog
Sobre a Ianara Pinho
Ianara Pinho é graduada pela Universidade de Brasília (UnB) e é pós-graduada em Odontopediatra, Radiologia e Imaginologia odontológica e também tem Habilitação em analgesia Inalatória (Sedação com Óxido Nitroso).
Em 2010, fundou a clínica odontológica que leva o seu nome: Ianara Pinho Odontologia.
A clínica hoje conta com mais de 45 dentistas e 3 unidades, uma na Asa Sul, uma na Asa Norte e outra em Águas Claras, sendo o objetivo final, transformar vidas por meio do sorriso, ou seja, produzir histórias marcantes!
São mais de 35 mil sorrisos transformados ao longo de todos esses anos.

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