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Publicado em: 11 de agosto de 2026 | Atualizado em: 9 de setembro de 2026
Se você já fez um tratamento de canal e, mesmo assim, continuou sentindo desconforto ou ouviu do dentista que ainda existe uma inflamação na região do dente, pode ter se deparado com um termo diferente: apicectomia.
A apicectomia é um procedimento cirúrgico indicado justamente em situações em que o tratamento de canal, por si só, não foi suficiente para resolver completamente o problema. Isso pode acontecer por conta de uma inflamação ou infecção persistente na região da raiz do dente, por exemplo.
Ao longo deste artigo, você entende o que é a apicectomia, quando ela pode ser indicada, como é feita na prática, se dói, quais são os possíveis riscos e, principalmente, como costuma ser a recuperação.
Descubra tudo o que você precisa saber sobre:

A apicectomia consiste em uma cirurgia odontológica realizada para remover a ponta da raiz do dente, chamada de ápice, e tratar a região ao redor quando existe uma inflamação ou infecção persistente, geralmente após um tratamento de canal.
Mas vamos por partes: primeiro, o ápice da raiz é a extremidade final da raiz do dente, aquela famosa pontinha que fica mais profunda no osso. É justamente nessa região que, em alguns casos, podem permanecer bactérias ou inflamações mesmo depois de um canal bem feito.
A apicectomia, que também pode ser chamada de cirurgia periapical, tem como objetivo acessar essa área, remover a parte comprometida da raiz e limpar a região ao redor, onde pode existir uma lesão periapical, um tipo de inflamação ou infecção nos tecidos próximos à raiz.
No entanto, vale reforçar que a apicectomia não substitui o canal: pelo contrário, ela entra como uma alternativa quando o problema persiste mesmo após o canal ou quando o retratamento convencional não é a melhor opção.
Leia também: Tratamento de canal pode dar errado? Entenda as chances de sucesso
A indicação da apicectomia sempre envolve uma avaliação clínica e a realização de exames de imagem, então não existe uma regra única e cada paciente é analisado individualmente. A seguir, você encontra os principais casos em que a apicectomia é indicada.
Na maioria dos casos, é esperado que o tratamento de canal já consiga resolver completamente o problema. Mas, em algumas situações, a região ao redor da raiz pode continuar inflamada ou infectada, mesmo após o procedimento.
Isso pode acontecer por diferentes motivos, como canais muito finos ou complexos, presença de bactérias resistentes ou dificuldade de acesso completo durante o tratamento inicial. Quando essa inflamação persiste, a apicectomia pode ser indicada para tratar diretamente a ponta da raiz e os tecidos ao redor.
A lesão periapical é uma alteração que aparece na região próxima ao ápice da raiz e costuma ser identificada em radiografias ou tomografias. Nesse sentido, nem sempre ela causa dor, o que faz com que muitas pessoas descubram o problema apenas durante exames de rotina.
Quando essa lesão não regride após o tratamento de canal ou quando aumenta com o tempo, a apicectomia pode ser uma alternativa para remover o tecido comprometido e favorecer a cicatrização da região.
Leia também: Periodontite apical aguda: entenda a inflamação na região da raiz
Sempre que possível, a odontologia busca preservar o dente natural do paciente. Logo, a apicectomia pode ser indicada em algumas situações justamente com esse objetivo: evitar a extração quando ainda existe chance de manter o dente funcional na boca.
Antes de pensar em remover o dente e partir para outras soluções, tais como implantes, o dentista pode avaliar se a cirurgia periapical é viável. Em muitos casos, ela permite manter o dente por bastante tempo, desde que haja o acompanhamento odontológico adequado.
Por fim, existem algumas situações em que refazer o tratamento de canal, o chamado retratamento endodôntico, não é tão simples. Isso pode acontecer, por exemplo, quando:
Nesses casos, remover toda a estrutura para refazer o canal pode não ser a melhor escolha para o paciente. Nesse cenário, a apicectomia surge como uma alternativa mais conservadora, tratando diretamente a área afetada sem precisar desmontar tudo.
Assim como em qualquer procedimento, é comum receber no consultório alguns pacientes com dúvidas sobre a apicectomia. Logo, saber como é o procedimento ajuda muito a reduzir a ansiedade. Se esse for o seu caso, confira logo abaixo o passo a passo de como a apicectomia é feita:
Antes de indicar a apicectomia, o primeiro passo é realizar uma avaliação completa com um dentista. Isso inclui exame clínico e também exames de imagem, como radiografias e, em alguns casos, tomografia.
Aqui, esses exames ajudam a visualizar a extensão da lesão, a anatomia da raiz e a localização exata do problema. Com essas informações, é possível planejar a cirurgia com mais precisão e segurança.
No dia do procedimento, é feita uma anestesia local, semelhante à utilizada em outros tratamentos odontológicos. Isso significa que você não deve sentir dor durante a cirurgia, apenas alguma pressão ou movimentação.
Depois disso, o profissional realiza um pequeno acesso na gengiva, próximo à região da raiz do dente, para alcançar o ápice.
Com acesso à região, o próximo passo é remover a ponta da raiz que está comprometida. Em seguida, o dentista faz uma limpeza cuidadosa da área, retirando o tecido inflamado ou infectado e permitindo que o organismo inicie o processo de cicatrização de forma mais adequada.
Após a limpeza, é realizado o selamento da raiz do dente por meio de uma técnica chamada obturação retrógrada, ou retrobturação, que ajuda a evitar que bactérias voltem a contaminar a região.
Por fim, a gengiva é reposicionada e suturada para que o paciente comece a etapa de recuperação. Ou seja, em geral, trata-se de um procedimento relativamente rápido, indolor e sem grandes riscos à saúde.
A recuperação da apicectomia costuma ser bem tranquila na maioria dos casos. No entanto, nos primeiros dias é comum perceber um leve inchaço, uma sensibilidade na região e algum desconforto ao mastigar, principalmente do lado operado.
De modo geral, a melhora inicial acontece já em poucos dias após a cirurgia, quando o inchaço reduz e a região fica um pouco mais confortável. Já a cicatrização completa pode levar um pouco mais de tempo e, por isso, é comum que o dentista acompanhe a evolução em consultas de retorno, mesmo quando o paciente já se sente bem.
Durante esse período, alguns cuidados ajudam bastante na recuperação, como evitar esforço físico intenso, dar preferência a alimentos mais macios, manter a higiene bucal conforme orientação profissional e não fumar.
Se você ficou em dúvida se a apicectomia é o melhor caminho para o seu caso, vale conversar com um profissional e avaliar com calma.
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Leia também: Apicectomia em Brasília: conheça o tratamento oferecido pela clínica

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Por:
Ianara Pinho em Cirurgia
Sobre a Ianara Pinho
Ianara Pinho é graduada pela Universidade de Brasília (UnB) e é pós-graduada em Odontopediatra, Radiologia e Imaginologia odontológica e também tem Habilitação em analgesia Inalatória (Sedação com Óxido Nitroso).
Em 2010, fundou a clínica odontológica que leva o seu nome: Ianara Pinho Odontologia.
A clínica hoje conta com mais de 45 dentistas e 3 unidades, uma na Asa Sul, uma na Asa Norte e outra em Águas Claras, sendo o objetivo final, transformar vidas por meio do sorriso, ou seja, produzir histórias marcantes!
São mais de 35 mil sorrisos transformados ao longo de todos esses anos.

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