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Publicado em: 20 de janeiro de 2026
Com o passar do tempo, muita gente passa por um momento em que a gengiva parece estar “recuando”, deixando parte do dente mais exposta. Às vezes isso vem acompanhado de sensibilidade ao tomar algo gelado, mas em outras é só aquela sensação de que o dente ficou maior do que antes. Isso se chama retração gengival e é mais comum do que parece.
Além da questão estética, a retração gengival também interfere na saúde bucal do paciente. Isso porque, quando a raiz do dente fica exposta, ela perde a proteção natural da gengiva, ficando mais sensível e vulnerável. E é aí que entra uma solução bastante utilizada nesses casos: o enxerto gengival.
Você quer saber mais sobre o assunto? Ao longo deste artigo, falaremos sobre o que é o enxerto gengival, quando ele é indicado, como funciona esse tratamento e quais são os tipos. Boa leitura!
Entenda mais sobre:

O enxerto gengival consiste em uma microcirurgia plástica periodontal feita para recuperar o tecido gengival que foi perdido ao longo do tempo. Ou seja, é como se a gente “reforçasse” a gengiva naquela região onde ela ficou fina ou recuou demais.
Sendo assim, o procedimento pode ser realizado a partir de dois materiais principais: do tecido do próprio paciente, geralmente retirado do céu da boca (palato), ou de biomateriais específicos, indicados em alguns casos em que a área a ser tratada é maior ou mais delicada.
De modo geral, o enxerto tem os seguintes benefícios:
Uma das dúvidas mais comuns no consultório é justamente em quais casos o enxerto gengival deve ser indicado. A resposta é: tudo depende da avaliação clínica e do estado de saúde de cada paciente.
No entanto, geralmente, o enxerto gengival pode ser recomendado em casos em que há:
Nesse cenário, é muito comum que, após o diagnóstico, o paciente traga reclamações: “Sempre escovei forte achando que estava limpando melhor”. Porém, com o tempo, essa força excessiva pode ser a principal causadora da retração gengival.
Existem diferentes técnicas de cirurgia de enxerto gengival e a escolha depende da quantidade de retração, da região afetada e das características da gengiva de cada paciente.
A seguir, veja quais são os 4 principais tipos de enxerto gengival:
Nesse tipo de enxerto gengival, o dentista retira um pequeno fragmento de tecido do céu da boca e o posiciona na área onde a gengiva está ausente. Aqui, trata-se de uma técnica bastante conhecida e eficaz, utilizada principalmente para aumentar a quantidade de gengiva em regiões específicas.
O enxerto de tecido conjuntivo é uma das técnicas mais utilizadas hoje em dia, especialmente, em casos em que a estética é a maior preocupação do paciente. Nesse tipo, o tecido é retirado de uma camada mais interna do palato e colocado na área da retração. O resultado é um sorriso mais natural, com uma integração melhor da cor e da textura da gengiva.
Nesse caso, o próprio tecido da gengiva próxima ao dente é reposicionado para cobrir a raiz exposta. Logo, o enxerto pediculado funciona como um “deslizamento” da gengiva existente, sem a necessidade de retirar tecido de outra região da boca.
Em situações mais complexas, como em áreas com implantes ou perda gengival extensa, pode ser que sejam usados biomateriais específicos para o enxerto. Assim, eles funcionam como uma base para estimular a formação de novo tecido gengival.
Entender como o enxerto gengival funciona ajuda muito a diminuir o medo e a ansiedade. Isso porque, a verdade é que o enxerto gengival é uma técnica bastante comum na periodontia, feita com precisão, cuidado e preparo.
Logo abaixo, veja o passo a passo de como funciona o enxerto gengival:
Tudo começa com anestesia local que é aplicada na área doadora e na área que vai receber o enxerto. Logo, o paciente fica confortável durante todo o procedimento.
Se o enxerto for realizado com o tecido do próprio paciente, o dentista retira um pequeno fragmento do palato, de forma delicada e sem dor.
Em seguida, a região onde houve a retração gengival é preparada para receber o novo tecido, garantindo uma boa adaptação.
Depois, o tecido é cuidadosamente colocado sobre a raiz exposta, cobrindo e protegendo a área.
Por fim, pequenos pontos são realizados no local com o objetivo de manter o enxerto gengival estável durante a cicatrização.
Os resultados do enxerto gengival costumam ser bem positivos para a saúde e para a estética do sorriso do paciente. Com a cicatrização, a gengiva ganha mais volume e estabilidade, protegendo melhor a raiz do dente e reduzindo a sensibilidade no local.
Além disso, a recuperação é tranquila: nos primeiros dias, pode haver um leve desconforto, principalmente na área doadora, quando utilizada, mas isso faz parte do processo natural de cicatrização.
Após algumas semanas, é comum que o paciente perceba que o incômodo diminuiu bastante ou até desapareceu, o que reforça a sensação de conforto e proteção após o tratamento da retração gengival com enxerto.
É de Brasília-DF ou região e está pensando em realizar um enxerto gengival?

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Por:
Ianara Pinho em Blog
Sobre a Ianara Pinho
Ianara Pinho é graduada pela Universidade de Brasília (UnB) e é pós-graduada em Odontopediatra, Radiologia e Imaginologia odontológica e também tem Habilitação em analgesia Inalatória (Sedação com Óxido Nitroso).
Em 2010, fundou a clínica odontológica que leva o seu nome: Ianara Pinho Odontologia.
A clínica hoje conta com mais de 45 dentistas e 3 unidades, uma na Asa Sul, uma na Asa Norte e outra em Águas Claras, sendo o objetivo final, transformar vidas por meio do sorriso, ou seja, produzir histórias marcantes!
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